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Juventude a Caminho

Caminhada orante do MJD - Brasil.

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Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

São Domingos de Gusmão

Fundador da Familia Dominicana no mundo.

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Texto da Audiência do Papa sobre São Domingos


Texto da Audiência do Papa sobre São Domingos

AUDIÊNCIA GERAL
Castel Gandolfo Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012  
Amados irmãos e irmãs! Hoje a Igreja celebra a memória de são Domingos de Gusmão, Sacerdote e Fundador da Ordem dos Pregadores, chamados Dominicanos.
Já numa Catequese precedente, falei sobre esta figura insigne e acerca da contribuição fundamental que ofereceu para a renovação da Igreja do seu tempo. Hoje, gostaria de evidenciar um aspecto essencial da sua espiritualidade: a sua vida de oração.
São Domingos foi um homem de oração. Apaixonado por Deus, só teve aspiração pela salvação das almas, em particular daquelas que caíam nas redes das heresias da sua época; imitador de Cristo, encarnou radicalmente os três conselhos evangélicos, unindo à proclamação da Palavra o testemunho de uma vida pobre; sob a guia do Espírito Santo, progrediu no caminho da perfeição cristã. Em todos os momentos, a oração foi a força que renovou e tornou sempre fecundas as suas obras apostólicas.
O beato Jordão da Saxónia, falecido em 1237, seu sucessor na direcção da Ordem, escreveu: «Durante o dia, ninguém se mostrava mais sociável do que ele... Vice-versa à noite, ninguém era mais assíduo do que ele na vigília da oração. O dia era dedicado ao próximo, mas a noite era oferecida a Deus» (P. Filippini, San Domenico visto dai suoi contemporanei, Bolonha 1982, 133 páginas).
Em são Domingos podemos ver um exemplo de integração harmoniosa entre contemplação dos mistérios divinos e actividade apostólica. Segundo os testemunhos das pessoas mais próximas, «ele falava sempre com Deus ou de Deus». Tal observação indica a sua comunhão profunda com o Senhor e, ao mesmo tempo, o compromisso constante de conduzir os outros para esta comunhão com Deus.
Não deixou escritos sobre a oração, mas a tradição dominicana reuniu e transmitiu a sua experiência viva numa obra intitulada: Os nove modos de rezar de são Domingos. Este livro foi composto entre 1260 e 1288 por um padre dominicano; ele ajuda-nos a entender algo da vida interior do Santo e também a nós, com todas as diferenças, a aprender como rezar. Portanto, são nove os modos de rezar segundo são Domingos e cada um deles, que recitava sempre diante de Jesus Crucificado, exprime uma atitude corporal e uma espiritual que, intimamente compenetradas, favorecem o recolhimento e o fervor. Os sete primeiros modos seguem uma linha ascendente, como passos de um caminho, rumo à comunhão com Deus, com a Trindade: são Domingos reza em pé; inclinado para expressar a humildade; estendido no chão para pedir perdão pelos próprios pecados; de joelhos, fazendo penitência para participar nos sofrimentos do Senhor; com os braços abertos fixando o Crucificado a fim de contemplar o Amor Supremo; com os olhos dirigidos ao céu, sentindo-se atraído pelo mundo de Deus. Portanto, são três formas: em pé, de joelhos, estendido no chão; mas sempre com o olhar dirigido para o Senhor Crucificado.
Os dois últimos modos, sobre os quais gostaria de reflectir brevemente, correspondem a duas práticas de piedade habitualmente vividas pelo Santo. Antes de tudo, a meditação pessoal, na qual a oração adquire uma dimensão ainda mais íntima, fervorosa e reconfortante. No final da recitação da Liturgia das Horas, e depois da celebração da Missa, são Domingos prolongava o diálogo com Deus, sem pôr limites ao tempo. Sentado tranquilamente, recolhia-se em atitude de escuta, lendo um livro ou fixando o Crucificado. Vivia estes momentos de relação com Deus de modo tão intenso que até exteriormente se podiam notar as suas reacções de alegria ou de pranto. Portanto, assimilou em si, meditando, as realidades da fé. As testemunhas narram que, às vezes, entrava numa espécie de êxtase, com o rosto transfigurado, mas imediatamente depois retomava humildemente as suas actividades diárias revigorado pela força que vem do Alto. Também a oração durante as viagens de um convento para outro; recitava as Laudes, a Hora Média, as Vésperas com os companheiros e, atravessando os vales ou as colinas, contemplava a beleza da criação. Então, do seu coração brotava um cântico de louvor e de acção de graças a Deus por tantos dons, sobretudo pela maior maravilha: a redenção realizada por Cristo.
Queridos amigos, são Domingos recorda-nos que na origem do testemunho da fé, que cada cristão deve dar em família, no trabalho, no compromisso social e também nos momentos de distensão, estão a oração, o contacto pessoal com Deus; só esta relação real com Deus nos dá a força para viver intensamente cada evento, em particular os momentos mais difíceis. Este Santo recorda-nos também a importância das atitudes exteriores na nossa oração. O ajoelhar-se, o ficar em pé diante do Senhor, o olhar fixado no Crucificado, o deter-se e recolher-se em silêncio não são secundários, mas ajudam-nos a colocar-nos interiormente, com todo o nosso ser, em relação com Deus.
Gostaria de lembrar mais uma vez a necessidade para a nossa vida espiritual de encontrar diariamente momentos para rezar com tranquilidade; devemos procurar este tempo, especialmente nas férias, deixar um espaço para falar com Deus. Será um modo também para ajudar quem nos está próximo a entrar no raio luminoso da presença de Deus, que traz a paz e o amor dos quais todos temos necessidade. Obrigado.

As leis fundamentais da estupidez humana


As leis fundamentais da estupidez humana - crónica de Anselmo Borges

Não resisito a publicar o artigo de Anselmo Borges, que saiu hoje no DN, ao qual acrescento um adágio que se dizia, pelo menos nos meus círculos de adolescência/juventude: se a estupidez pagasse imposto, havia muita gente carimbada.
Este - "as leis fundamentais da estupidez humana" - é o título de um livrinho famoso, publicado há muitos anos, mas sempre actual. Apareceu em inglês, depois em italiano. Acabo de lê-lo em francês. O seu autor, Carlo M. Cipolla (1922-2000), historiador da economia, foi professor na Universidade de Berkeley e na Escola Normal Superior de Pisa.
Para estabelecer as leis fundamentais da estupidez, é preciso, primeiro, definir quem é o estúpido. Para isso, ajudará a comparação com outros tipos de gente. Diz o autor que, quando temos um indivíduo que faz algo que nos causa uma perda, mas lhe traz um ganho a ele, estamos a lidar com um bandido. Se alguém realiza uma acção que lhe causa uma perda a ele e um ganho a nós, temos um imbecil. Quando alguém age de tal maneira que todos os interessados são beneficiados, estamos em presença de uma pessoa inteligente. Ora, o nosso quotidiano está cheio de incidentes que nos fazem "perder dinheiro, e/ou tempo, e/ou energia, e/ou o nosso apetite, a nossa alegria e a nossa saúde", por causa de uma criatura ridícula que "nada tem a ganhar e que realmente nada ganha em causar-nos embaraços, dificuldades e mal". Ninguém percebe por que razão alguém procede assim. "Na verdade, não há explicação ou, melhor, há só uma explicação: o indivíduo em questão é estúpido."
Lá está a primeira lei: "Cada um subestima sempre inevitavelmente o número de indivíduos estúpidos que existem no mundo." Já a Bíblia constata: "Stultorum infinitus est numerus" (o seu número é infinito) - evidentemente, sendo o número das pessoas finito, trata-se de um exagero.
Os estúpidos estão em todos os grupos, pois "a probabilidade de tal indivíduo ser estúpido é independente de todas as outras características desse indivíduo": segunda lei.
A terceira lei corresponde à própria definição do estúpido: "É estúpido aquele que desencadeia uma perda para outro indivíduo ou para um grupo de outros indivíduos, embora não tire ele mesmo nenhum benefício e eventualmente até inflija perdas a si próprio." A maioria dos estúpidos persevera na sua vontade de causar males e perdas aos outros, sem tirar daí nenhum proveito. Mas há aqueles que não só não tiram ganho como, desse modo, se prejudicam a si próprios: são atingidos pela "super-estupidez".
É desastroso associar-se aos estúpidos. A quarta lei diz: "Os não estúpidos subestimam sempre o poder destruidor dos estúpidos. Em concreto, os não estúpidos esquecem incessantemente que em todos os tempos, em todos os lugares e em todas as circunstâncias tratar com e/ou associar-se com gente estúpida se revela inevitavelmente um erro custoso." A situação é perigosa e temível, porque quem é racional e razoável tem dificuldade em imaginar e compreender comportamentos irracionais como os do estúpido. Schiller escreveu: "Contra a estupidez mesmo os deuses lutam em vão."
Como consequência, temos a quinta lei: "O indivíduo estúpido é o tipo de indivíduo mais perigoso." O corolário desta lei é: "O indivíduo estúpido é mais perigoso do que o bandido." De facto, se a sociedade fosse constituída por bandidos, apenas estagnaria: a economia limitar-se--ia a enormes transferências de riquezas e de bem-estar a favor dos que assim agem, mas de tal modo que, se todos os membros da sociedade agissem dessa maneira, a sociedade no seu conjunto e os indivíduos encontrar-se-iam numa "situação perfeitamente estável, excluindo toda a mudança". Porém, quando entram em jogo os estúpidos, tudo muda: uma vez que causam perdas aos outros, sem ganhos pessoais, "a sociedade no seu conjunto empobrece".
A capacidade devastadora do estúpido está ligada, evidentemente, à posição de poder que ocupa. "Entre os burocratas, os generais, os políticos e os chefes de Estado, é fácil encontrar exemplos impressionantes de indivíduos fundamentalmente estúpidos, cuja capacidade de prejudicar é ou se tornou muito mais temível devido à posição de poder que ocupam ou ocupavam. E também se não deve esquecer os altos dignitários da Igreja." É assim o mundo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Firmeza de Domingos



   Firmeza de Domingos com tudo aquilo que se                propunha fazer.  

Domingos estava sempre saindo de sua zona de conforto. Mesmo no medo, seguia em frente com uma firme certeza de que não estava só. Ser firme com aquilo que nos é confortável é simples, Domingos não se contentava em falar do Amor de Deus para aqueles que já eram de Deus. Ele queria muito mais, e por isso se arriscava em meio aos Cátaros, (para os Cátaros, o corpo, como toda a matéria, é má e por isso deve ser combatido) Domingos se arriscava para trazer às pessoas a uma vida mais plena. Muito dessa característica se deve a grande sensibilidade de Domingos com as coisas. Conversava com Deus como um amigo fala com o outro, de forma que “sempre estava ou falando de Deus para os Homens ou dos Homens para Deus”.
A Cidade de Carcassone era um dos lugares onde os Cátaros mais perseguiam Domingos. Quando o encontravam cuspiam-no no rosto, atiravam-lhe barro e tantos outros objetos pelas costas, no entanto, ele não fugia. Saía com simplicidade, andando naturalmente e respondia a tantas ameaças primeiramente com o exemplo de vida e depois lhes dando das formas mais sabias as razões de sua fé.
Tamanha firmeza e docilidade não permitia que as pessoas lhe fossem indiferentes e dessa experiência muitos se encantaram e muitos se encantam até hoje.
Para refletir:
• Sou firme com aquilo que é necessário, mesmo que me tira da zona de conforto? 
• Partilhar.
Para rezar:
Pai Nosso, e
Oração Cardeal Newman
Senhor Jesus, não fiques escondido dentro de mim

Olha pelos meus olhos
Ouve pelos meus ouvidos
Fala pelos meus lábios
Oferece-te através de minhas mãos
Caminha pelos meus pés
Que a minha pobre presença humana faça lembrar, mesmo que de longe, a tua divina presença

Um fraterno abraço,
Fonte: MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

Quem Somos


Quem somos

Oficializado no dia 12 de Dezembro de 2009, dia de N.Sa. de Guadalupe, na Capela do Col. Sta. Catarina de Sena, em São Paulo, o Movimento Juvenil Dominicano do Brasil tem como lema “contemplar e levar ao outro aquilo que foi contemplado”, para que a contemplação na oração e os esforços nos estudos proporcionem uma atuação no mundo com a perspectiva do Evangelho onde a paz é fruto da justiça.
Dominicanos: nosso claustro é o mundo!
Temos uma grande preocupação de educarmos a juventude a partir da contemplação do Deus que imana e transcende todas as coisas, e para isso elaboramos uma série de atividades visando a formação do caráter a partir do auto-conhecimento, vivência comunitária, estudo, oração e atividades missionárias.
Queremos falar de um Deus da Vida. Um Ser que nos acolhe sem diferenciação, pois nos ama incondicionalmente e  que está sempre a  nos levar em direção ao próximo.
A questão é:
Como reconhecer esse amor?
Como saber se o amor que sentimos vem de Deus?
Como reconhecer seus atributos sem sair da realidade? 
Deus nos fala de diferentes formas, basta sabermos ouvir a sua voz, e esse ouvir acontece dentro de um processo de aproximação em sua direção. S. Tomás escreve: “Quanto mais vou ao encontro de mim mesmo mais descubro em mim um outro que não sou eu, mas o fundamento do meu existir”.
Deus também está em mim, e o reconheço quando me descubro. Descobrimos nosso carisma, nossas vocações, tudo aquilo que essencialmente nos realiza. Esse caminho de auto conhecimento se dá em duas esferas: no confronto diário com o outro, e na observação constante do eu. Tendo sempre como base a busca da verdade.
Deus que se revela em nossas vidas e em nossas relações com as pessoas e com o mundo…
Percebendo que no estudo encontramos as respostas de nossos questionamentos e o suporte para as dificuldades diárias…
E que pela prática nos tornamos virtuosos!
Ir ao mundo para que possamos conhecer as diferentes realidades que nele subsistem. Observar a riqueza das diferentes culturas para nos potencializarmos e nos questionarmos sobre qual o papel que desempenhamos na sociedade e se essa é, de fato, a sociedade que queremos. Isso porque reconhecemos o amor de Deus em nossas vidas e já descobrimos que o amor a Ele se dá na relação com o próximo.
Não queremos ficar de braços cruzados…
… pois sabemos que juntos podemos  mudar a realidade, mesmo que de uma só pessoa!
Venha fazer parte desta aventura!
Paz e bem!
Fonte: MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

terça-feira, 30 de abril de 2013

Juventude Dominicana no mundo: ser o todo em tudo


 Juventude Dominicana no mundo: ser o todo em tudo 

Cada ser Humano é um presente Divino tratado e concebido com qualidades e defeitos que o levam, de forma singular, a ter sua própria forma de ser e agir. A esses aspectos, no meio laico, damos o nome de Carisma.
No Cristianismo, o termo Carisma, é usado para indicar um dos diversos dons espirituais ou graças especiais concedidos pelo Espírito Santo àqueles desejosos de servir a Deus. Ou seja: “são dons especiais do Espírito, concedidos a alguém para o bem dos homens, para as necessidades do mundo e, em particular, para a edificação da Igreja” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 160). Estes geram diversas formas de atuação como instrumentos do próprio Deus (Espírito Santo) na Igreja para seus fiéis e para o mundo.
O Carisma, como Dom do Espírito Santo, leva o Homem a agir para além daquilo que é particular, alçando o Bem Comum para a finalidade de suas ações. Mas que tipo de agir é esse? É um agir enraizado na vida e na mensagem de Jesus Cristo, é viver de forma autêntica e consagrada para edificação do Reino de Deus.
Sabemos que somos limitados e o quão difícil, e por que não dizer utópico, é servir integrando as intenções profundas à ação cotidiana. Por isso que devemos constantemente, nos embates do dia a dia, educar as nossas vontades. O desejo de estar a serviço da construção do Reino de Deus já nos possibilita receber do Espírito esses Dons especiais – carismas.
O importante é perceber que não devemos buscar em nossas ações a Santidade Particular mas, acima de tudo, a construção do Reino de amor que é a pedra angular do Bem Comum. Para isso devemos lançar um novo olhar sobre as mesmas coisas. Um olhar iluminado pela fé que instruída pelos Dons do Espírito, saiba discernir “sobre as novas necessidades e as aspirações da existência cristã num mundo em mutação” (Chenu – O carisma de S. Domingos).